domingo, 11 de fevereiro de 2018

O Macabro Hotel Cecil - Richard Ramirez

Hotel Cecil é um hotel que ainda funciona, fundado em 1920, localizado  em Los Angeles ( se você clicar aqui pode ver a fachada do hotel pelo google maps). Há muitas histórias macabras envolvendo esse hotel, como a de Elisa Lam, na qual eu já fiz uma postagem . Bom a história que eu irei contar hoje é sobre um serial killer que frequentou o hotel Cecil na década de 80. 

Ricardo Leyva Muñoz Ramírez (El Paso, Texas, 28 ou 29 de fevereiro de 1960 — 7 de junho de 2013), mais conhecido por Richard Ramírez foi um assassino em série dos Estados Unidos, mais precisamente em Los Angeles. Foi apelidado pela imprensa norte americana como Night Stalker (Perseguidor da noite).



Como tudo começou 

Nascido na cidade de El Paso (Estado do Texas), foi o mais novo de cinco filhos de Julián Ramírez e Mercedes Muñoz, emigrantes mexicanos. É lembrado como sendo um a criança pacata e solitária, por aqueles que o conheciam. Com a idade de dois anos sofreu uma contusão, após um armário ter caído sobre ele, e teve de ser suturado com mais de 30 pontos. Sofria também de convulsões e foi-lhe diagnosticada epilepsia do lobo temporal, com a idade de seis anos. Com a idade de dez anos, começou a dormir, durante a noite, em cemitérios.

Quando tinha 13 anos começou a passar muito tempo com o seu primo Mike, um veterano das forças especiais do exército que cumpriu serviço militar no Vietnã. Mike fascinou o primo Ramírez mostrando-lhe fotografias de mulheres vietnamitas que se gabava de ter torturado e assassinado. Os dois entretinham-se a fumar maconha e viajar de carro e, de acordo com Ramírez, foi nesta altura que o primo lhe ensinou a disparar uma arma de fogo e a cortar pessoas de forma a obter um “efeito máximo ”.

Mike acabaria por assassinar a esposa enquanto Ramírez se encontrava a cerca de dois a três pés de distância. Após este episódio Ramírez continuou a fumar maconha, começou a faltar à escola e a inalar cola. Não demorou muito para cometer assaltos para continuar com seus vícios Frequentou a Escola Secundária Thomas Jefferson, em El Paso (Texas) mas acabou por desistir antes de completar o primeiro ano. Durante este período foi preso por duas vezes e acusado de posse de substância ilícita.

De acordo com os jornalistas da UPI, Aurelio Rojas e Kenny Mack Sisk, Ramírez começou a viver uma vida de vagabundo. Com consequência da fraca higiene, e dieta rica em açúcares, os seus dentes começaram a apodrecer. O consumo habitual de droga, que nesta altura já havia progredido para um padrão de utilização diária de cocaína, conduziu a diversas detenções por posse de substância ilícita e furto. Foi preso por duas vezes, e acusado de roubo de carro, a primeira em 1981 (Pasadena, Califórnia) e a segunda em 1984 (Los Angeles, Califórnia).

Michael D. Harris, numa reportagem para a UPI, escreveu que anos mais tarde o pai de Ramírez continuaria a afirmar que o seu filho era um “bom rapaz” cujo descontrolo foi originado pelo consumo de drogas. Ramírez costuma desenhar pentagramas no próprio corpo. Durante uma sessão do seu julgamento ele chegou mesmo a gritar “Viva Satanás”.


Vítimas 

Jennie Vincow - No dia 28 de Junho de 1984, após ter passado uma noite a injetar cocaína, Ramírez retirou o vidro e entrou na casa de Jennie Vincow, uma senhora de 79 anos natural da cidade de Glassell Park (Los Angeles). O filho da senhora Vincow, Jack, descobriu o corpo da mãe na tarde do dia seguinte. Estava deitada na cama, o cadáver apresentava marcas de ter sido esfaqueado repetidamente, e a garganta havia sido tão profundamente cortada que quase havia provocado a decapitação. Ramírez vasculhou o seu apartamento, furtando diversos objetos. A polícia conseguiu retirar marcas de impressões digitais do vidro da janela. A autópsia, posteriormente realizada ao corpo, revelou sinais de abuso sexual.

Maria Hernandez e Dayle Okazaki - No dia 7 de Março de 1985, Maria Hernandez, de 22 anos, foi abordada quando chegava de carro no condomínio no qual dividia com sua amiga, Dayle Okazaki, de 34 anos, na cidade de Rosemead.
Maria Hernandez descreveu Ramírez como sendo alto, vestido todo de preto, com um boné de basebol puxado para a frente do rosto e com uma arma. Ramírez disparou, atingindo-a no rosto enquanto ela tentava erguer os braços. A bala atingiu Hernandez na mão, tendo sido desviada pelas chaves que segurava. Atirou-se para o chão e simulou estar morta, Ramírez, acreditou que ela havia morrido, então entrou na casa . Hernandez permaneceu imóvel durante algum tempo até escutar a porta ser fechada, foi nesta altura que abandonou a casa. Ao se aproximar da porta da frente da casa, Ramírez estava saindo. Ela abaixou-se e escondeu-se atrás de um carro enquanto Ramírez apontava-lhe novamente a arma. Hernandez implorou que não disparasse sobre ela, Ramírez abaixou a arma e fugiu do local.

Hernandez entrou na casa pela porta da frente e descobriu Okazaki morta no chão da cozinha. Havia sido baleada na testa a curta distância e a sua blusa havia sido levantada. Hernandez chamou a polícia. A autópsia posterior realizada ao cadáver conseguiu recuperar uma bala calibre .22 do crânio de Okazaki. No exterior do edifício as autoridades encontraram um boné de basebol azul com a inscrição AC/DC na parte frontal. No julgamento, uma testemunha afirmou que o boné era semelhante ao que Ramírez costumava usar. 

Tsia-Lian-Yu - Nesta mesma noite (7 de Março de 1985), após o assalto a Maria Sophia Hernandez e o homicídio de Dayle Okazaki, o carro conduzido por Tsia-Lian Yu foi forçado a parar por um outro carro conduzido por um homem, posteriormente identificado como sendo Ramírez, perto de Monterey Park. Ramírez aproximou-se do carro de Yu e a puxou para fora.

Após escutar o som de uma mulher  pedindo socrro, Joseph Duenas foi na varanda do seu apartamento, localizado no segundo andar. Duenas voltou a entrar no apartamento e telefonou para polícia. Posteriormente voltou  à varanda e observou um homem empurrando Yu, entrou no carro dela e fugiu. Ao fugir Ramírez passou por outro carro onde se encontrava Jorge Gallegos e sua namorada que conseguiram observar o motorista de perfil e anotaram a sua placa. Ambos  testemunharam, posteriormente, no seu julgamento

Yu rastejou uma curta distância e permaneceu  imóvel. A polícia a encontrou ainda com vida. Sofreu uma oarada respiratória e a polícia efetuou técnicas de reanimação até à chegada da ambulância, mas não resistiu e veio a falecer. A autópsia revelou que havia sido baleada, por duas vezes, a curta distância no peito. A polícia descobriu que o projétil recuperado havia sido disparado da mesma arma utilizada no homicídio de Dayle Okasaki. ( Há mais várias vítimas, mas não colocarei todas aqui para não ficar muito extenso, se quiser saber quem são as outras só clicar aqui)

Perseguição e captura

No dia 29 de Agosto todos da cidade já estavam cientes de que havia um serial killer e quem ele era, a descoberta foi feita por uma impressão digital deixada eu um dos carros que roubou. Com seu rosto estampado em todos os jornais, Ramirez tentou roubar mais um carro, mas em vão, pois o proprietário o reconheceu e partiu para cima de Ramirez. Conseguiu fugir e avistou Angelina de la Torres, sentada em seu carro. Ramirez a fez sair do carro e a ameaçou de matá-la, apavorada, chamou por socorro e seus filhos e seu marido finalmente conseguiram pegar Ramirez.
Ramirez foi preso e acusado de 14 homicídios e de 31 outros crimes associados ao seu frenesim criminoso de 1985. Foi acusado de um 15º homicídio, em São Francisco, e de violação e homicídio em Orange County.

Julgamento e condenação

Em 20 de Setembro de 1989, Richard Ramírez foi declarado culpado de 13 acusações de homicídio, 5 acusações de tentativa de homicídio, 11 acusações de assalto sexual e 14 acusações de roubo.No dia 7 de Novembro de 1989 foi sentenciado à pena de morte na câmara de gás do estado da Califórnia. O julgamento  Ramírez foi um dos mais longos e difíceis julgamentos na história americana. Foram entrevistadas mais de 1600 possíveis jurados, testemunharam mais de uma centena de testemunhas e, embora algumas tivessem dificuldade em se lembrar alguns fatos passados tantos anos, outras foram bastante rápidas a identificar Ricardo Ramírez.


Quando foi a julgamento Ramírez tinha fãs que lhe escreviam cartas e o visitavam na cadeia. Doreen Lioy, editora freelancer de uma revista, escreveu-lhe perto de 75 cartas, após a sua captura. Ele pediu-lhe em casamento e, no dia 3 de Outubro de 1996, casaram na Prisão Estadual de San Quentin, Califórnia

Morte

Morreu em 7 de junho de 2013, de câncer no Marin General Hospital dentro da Prisão Estadual de San Quentin onde esperava para ser executado.










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