segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Desaparecimento de Madeleine McCann

O caso que eu vou falar no post de homem completou 10 anos em maio deste ano. A 10 anos atrás eu era criança mas me lembro desse ocorrido, foi algo que mexeu bastante comigo e infelizmente até hoje está sem solução.

Madeleine McCann (Leicester, 12 de Maio de 2003) é uma menina inglesa que desapareceu em Portugal, quando se encontrava com os seus pais, irmão e irmã de férias na vila da Luz, Lagos no Algarve.

O desaparecimento de Madeleine McCann ocorreu na noite de quinta-feira, 3 de maio de 2007 quando foi dada como desaparecida do seu apartamento em Praia da Luz, Algarve, Portugal, onde tinha sido deixada sozinha com os seus dois irmãos. Madeleine, então com quase quatro anos de idade, que estava no seu quarto na companhia dos seus dois irmãos gémeos de dois anos, foi inicialmente dada como tendo "saído" pelos seus próprios meios pela polícia, enquanto que os pais estavam convencidos que tinha sido raptada.[1] O seu desaparecimento tornou-se uma das notícias mais notórias quer pela rapidez com que se iniciou a divulgação das notícias quer pela longevidade e pela massiva cobertura pelos órgãos de informação. O jornal britânico The Daily Telegraph às 00:01 da madrugada do dia 4 de Maio já fazia manchete com o artigo "Three-year-old feared abducted in Portugal" (Teme-se que menina de 3 anos tenha sido raptada em Portugal)




Desaparecimento

Madeleine desapareceu do apartamento onde passava férias com a sua família, na noite de 3 de Maio. Na altura os seus pais puseram Madeleine e os seus dois irmãos gémeos na cama, e foram jantar a cerca de 100 metros de distância com amigos no Tapas bar do Ocean Club.Aproximadamente às 21h00 Gerry McCann verificou que os filhos se encontravam bem. Um amigo verificou perto de 21h30. Cerca das 22h, Kate encontrou a cama de Madeleine vazia e uma janela e uns estores abertos. Um amigo avisou a recepção do Ocean Club que alertou a GNR às 22h41. Funcionários e hospedeiros do resort, juntamente com as autoridades, efetuaram buscas até às 04h30 e a polícia espanhola e todos os aeroportos ibéricos foram notificados.

Acontecimentos de 3 e 4 de Maio de 2007

  • 21h10 Gerry verifica os seus filhos
  • 22h Kate verifica o desaparecimento da sua filha
  • Gerry afirma que foi um dos seus amigos que alertou o gerente e este último a polícia
  • 23h : chegada da GNR à Praia da Luz
  • 23h50 O incidente é comunicado à Polícia Judiciária
  • Soldados da GNR com a ajuda de cães pisteiros conduzem as buscas durante a noite.
  • A PSP de Lagos auxilia a operação de buscas durante a noite.
  • 00h00 Agentes da Polícia Judiciária chegam e uma equipa de polícia científica começa a trabalhar 30 minutos depois.
  • O porta-voz da GNR, tenente-coronel Costa Cabral, revela que as buscas prosseguiram durante toda a noite
  • A Polícia Marítima participa das buscas com lanchas salva-vidas um helicóptero e elementos a pé
  • Um helicóptero da Protecção Civil participa nas buscas.
  • Vários veículos todo-o-terreno da Protecção Civil fazem buscas nas margens da barragem da Bravura
  • Bombeiros participam nas buscas
  • Elementos da Cruz Vermelha fazem buscas a pé
  • Soldados e cães das patrulhas de busca e salvamento da GNR de Lisboa são enviados para participar das buscas

Investigação

A primeira declaração oficial da Polícia Judiciária (PJ), feita por Guilhermino Encarnação, às 12h00 de sábado dia 5 de Maio, revela haver suspeita de crime de rapto da criança e da existência de um "esboço" de um eventual suspeito.

A Polícia Judiciária referiu a 6 de Maio terem identificado um suspeito e que a criança deveria estar viva e ainda na área Cães treinados farejaram o aldeamento do resort, que tem uma capacidade de cerca de mil pessoas. No entanto, a 8 de Maio, cinco dias após o desaparecimento, a Polícia Judiciária admitiu não ter certeza quanto ao estado de Madeleine.

A 7 de Maio é anunciado que a PJ pediu ajuda do SIS que entrou em contacto com as suas congéneres espanhola e inglesa.

A 9 de Maio, a Interpol lançou um alerta amarelo a todos os seus membros.

Os media portugueses revelaram que a PJ seguia duas linhas de investigação: o rapto por uma rede internacional de crimes relacionados à pedofilia ou o rapto por uma rede de adopção ilegal.

Especialistas britânicos chegaram para assistir as autoridades nacionais nas investigações e a polícia de Leicestershire enviou representantes para ajudar a família.Foi ainda noticiado que a polícia britânica informou a polícia portuguesa que cerca de 130 ingleses abusadores de menores estiveram no Algarve, semanas antes do rapto de Madeleine, com o conhecimento das autoridades inglesas. A 11 de Maio, o local de investigação foi declarado livre após a não obtenção de resultados.Depois, a 13 de Maio, a polícia admitiu pela primeira vez que não tinham qualquer suspeito em vista. A única via de investigação que estavam dispostos a revelar consistia na examinação de fotografias tiradas por turistas.

Interrogatórios relacionados tiveram início a 14 de Maio.

Murat e Malinka

Às 7 horas de 14 de Maio foram iniciadas buscas na Casa Liliana, propriedade de Jennifer Murat, cidadã britânica, perto do apartamento do desaparecimento de Madeleine. A polícia e equipas de investigação forense selaram a casa, e às 16h00 a piscina foi drenada. Três pessoas, incluindo o seu filho Robert Murat, foram interrogados na esquadra em Portimão. Robert, um visitante frequente do aldeamento, gerou suspeitas a Lori Campbell, uma jornalista do Sunday Mirror, que informou a polícia do facto. Uma antiga colega de escola, Gaynor de Jesus, disse não ter conhecimento de que Murat fosse o tradutor oficial da polícia. Robert Murat afirmou estar profundamente preocupado com o caso de Madeleine devido à perda recente da custódia da sua filha de três anos que é parecida com a menina desaparecida. Não foram efectuadas detenções. Na lei portuguesa, as detenções só podem ser efectuadas após alguém ser indiciado oficialmente como arguido; até lá são considerados testemunhas do processo. A 15 de Maio, Robert Murat recebeu o estatuto de arguido mas não foi detido nem acusado. Não é claro se foi Murat ou a polícia que pediram o estatuto de arguido, pois este confere direitos adicionais ao arguido tais como o direito de permanecer em silêncio. Desde essa altura Murat está ausente em parte incerta.[34]

O inspector Olegário de Sousa disse em conferência de imprensa a 15 de Maio que tinha sido interrogada uma pessoa de 33 anos, mas não foram encontradas evidências que justificassem a sua detenção. Sousa referiu que a polícia efectuou buscas em cinco residências na segunda-feira e apreendeu "vários materiais" das propriedades que estavam sujeitas a investigação e que haviam interrogado duas outras pessoas na qualidade de testemunhas. O suspeito assinou uma declaração de identidade e residência que o impede de se deslocar ou sair do país, e que requer deslocações regulares às instalações da polícia. Apesar de não terem sido referidos nomes na conferência de imprensa, acredita-se que o suspeito seja Robert Murat e os restantes inquiridos a sua alegada companheira Michaela Walczuch, alemã, e o seu ex-marido, Luís António.

Apesar da relutância de Murat em prestar declarações públicas, ele declarou que o caso "arruinou" a sua vida e que a única hipótese de restituir o seu bom nome é a captura dos raptores de Madeleine. Murat disse ainda que tem sido um "bode expiatório" para que a polícia dê a sensação de obtenção de resultados.

A 16 de Maio, acreditava-se que dois carros utilizados pelos Murat haviam sido examinados, e confiscados computadores, telemóveis e várias cassetes de vídeo dos seus pertences pessoais. Foi também dado a conhecer que o arquitecto que projectou o aldeamento no qual residem os Murat foi ignorado ao comunicar à polícia a existência de uma cave escondida na propriedade. Era convicção igualmente que a polícia levou para interrogatório Sergey Malinka, 22, de origem russa, de cuja residência as autoridades também confiscaram um computador portátil e dois discos rígidos. Malinka concebeu um websítio para Murat. De acordo com a imprensa portuguesa, Malinka foi anteriormente acusado de abuso sexual infantil e ser um técnico informático de boas relações com Robert Murat, dado que se comunicam frequentemente por telefone desde o desaparecimento de Madeleine - os motivos que levaram as autoridades a suspeitar.

No dia seguinte, foi dada uma conferência de imprensa na qual o inspector Olegário de Sousa reafirmou a insuficiência de evidências para efectuar uma detenção. Sobre Sergey Malinka, a polícia afirmou ter sido inquirido na qualidade de testemunha durante aproximadamente cinco horas, o que não significa, dada a natureza dinâmica da investigação, que se possa tornar suspeito.

Malinka fez uma apreciação negativa da cobertura do caso pelos media portugueses, que alegaram que ele havia sido condenado por abuso sexual infantil, e negou haver contactado Murat e que é "completamente inocente". A 18 de Maio, no entanto, emergiram inconsistências nas suas alegações acerca do seu relacionamento com Robert Murat; embora tenha referido que não contactava Murat há mais de um ano, disse três meses a um outro repórter enquanto que os registos do telemóvel de Murat alegadamente revelam que este contactou Malinka às 23:40 do dia do desaparecimento de Madeleine.

A 19 de Maio, investigadores portugueses deslocaram-se a Londres para entrevistar Dawn Murat, a mulher de Robert Murat.

A 23 de Maio, os investigadores reentrevistaram testemunhas ligadas a Murat; a sua companheira alemã Michaela Walczuch, e o seu ex-marido Luís António, o que faz pressupor o interesse renovado da polícia em torno de Murat.

Setembro de 2007

Após meses de investigação, a Polícia Judiciária (PJ) interroga os pais de Madeleine. Saem ambos como arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência, através da suspeita do homicídio acidental causado por negligência ou excesso de medicação calmante na criança. A corroborar os fatos, vários indícios de fluidos corporais com o ADN da criança encontrados num carro alugado pelos pais mais de vinte dias após o desaparecimento, que indiciam o transporte do corpo da menina.

Tem sido notável a actuação dos media britânicos, apontando "falhas" na investigação policial (Sky News e The Sun). Suspeitas que o relacionamento entre os pais de Maddie e o atual primeiro-ministro britânico possam estar por trás duma imensa campanha politizada, que implicou até audiência papal, têm sido apontadas por vários meios noticiosos televisivos portugueses (Francisco Moita Flores, na RTP a 8 de Setembro de 2007).

Após ter sido noticiado que McCann "terão todo o gosto em continuar a cooperar com as autoridades portuguesas para descobrir a verdade sobre o que aconteceu a Madeleine" uma fonte próxima revela que os Mccan não conseguem decidir se devem ou não cooperar completamente com a PJ. Apesar de publicamente terem negado, ainda em Maio do mesmo ano os MacCann contrataram, sem o conhecimento da PJ, uma firma de investigação privada que usa os serviços de ex-membros dos serviços secretos e forças especiais, apesar de terem sido informados que era contra a lei, porque temiam que a PJ desse a sua filha como morta. Em Agosto "disseram não compreender por que é que a polícia portuguesa passou a defender a tese de que Madeleine está morta" apesar de oficialmente nenhuma fonte policial ainda o tivesse confirmado. Só cem dias após o desaparecimento de Madeleine a polícia admite que ela possa estar morta. Apesar das críticas feitas à PJ, os serviços privados contratados pelos McCann, apesar de disporem de muitos mais recursos, até à data 24 de Setembro não obtiveram quaisquer resultados.

Possíveis avistamentos


A 8 de Maio de 2007, foi reportado o registo visual de uma menina semelhante a Madeleine na companhia de um homem num supermercado à polícia de Nelas, no Norte de Portugal. O homem, de nacionalidade belga, parou no supermercado com a sua filha e saiu num automóvel antes que a polícia pudesse ser contactada, mas a polícia confirmou posteriormente que se tratava de um falso alarme.

A 19 de Maio, o jornal 24 Horas referiu que a polícia havia encontrado um automóvel perto da Praia da Luz que poderá ter sido utilizado pelo raptor.

A 19 de Maio, foi dado a conhecer que um circuito interno de vigilância de um posto de combustível perto de Lagos mostrava uma criança correspondendo à descrição de Madeleine com uma mulher, com a qual a criança estava em altercação e dois homens. Outras pessoas no resort reportaram incidentes relacionados, incluindo alguém que tirava fotos a crianças loiras.

A 10 de Maio foi revelado que o carro, no qual foram avistadas as três pessoas no circuito interno de televisão no posto de combustível, tinha matrícula britânica e foi referido que uma dessas pessoas era o autor das fotografias.

A 17 de Maio, uma testemunha anónima contactou a polícia referindo ter avistado um Fiat Marea com uma matrícula falsificada, em Pinhal Novo, Palmela, Setúbal, que alegadamente transportava a criança desaparecida. Não foi dada grande importância a esta pista, contudo, dada a existência de alegações semelhantes em regiões dispersas como Espanha, Suíça ou Marrocos, embora o inspetor Olegário Sousa assegurou que a polícia está a averiguar essas referências.

A 18 de Maio, Marie Olli, uma habitante norueguesa da localidade espanhola de Fuengirola, contatou a polícia garantindo ter avistado uma criança correspondendo à descrição de Madeleine num posto de combustível em Marraquexe, Marrocos, a 9 de Maio. A menina, que segundo se consta aparentava tristeza, estava alegadamente acompanhada por um homem com perto de 40 anos.

A 25 de Setembro, um casal de turistas espanhóis em Marrocos tirou uma foto de uma garota com características semelhantes a criança desaparecida. Ela aparece na foto acompanhada por adultos de aspecto norte-africanos. Esta informação foi confirmada por fontes oficiais, e publicadas por um jornal local, indicando que o casal enviou a foto à polícia espanhola.No entanto não foi Madeleine, foi uma menina marroquina.

A 16 de Maio de 2009, de acordo com moradores de uma cidade do interior de Goiás, no Brasil, a menina pode ter sido avistada rondando a cidade, em companhia de um casal britânico. Os moradores de Abadiania juram ter visto a menina e o casal na casa João de Deus, que pode ter feito um tratamento ao homem que estava com a menina. Autoridades brasileiras não divulgaram nenhum termo responsabilizando pelos avistamentos e não divulgaram nenhuma notícia à imprensa, porém especialistas afirmam que essas informações foram ocultadas da imprensa e enviadas a Interpol.

Em Julho de 2011, uma mulher britânica e dois norte-americanos declararam ter visto num mercado na cidade de Leh, na Índia, uma menina que corresponde à descrição de Madeleine McCann. Foram solicitados exames de DNA do casal McCann e das pessoas da família da menina, cujos passaportes foram retidos pelas autoridades indianas. Em 28 de Julho de 2011, ainda são aguardados os resultados do teste.

créditos: wikipedia

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A policia errou feio nesse caso, demorou muito para ir, se tivessem ido rápido, isolado o local talvez a história teria sido outra.

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