terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Casais do Crime

Paul Bernardo e Karla Homolka

Em 1987, a cidade de Scarborough, subúrbio de Ontário, Canadá estava alerta: um estuprador em série estava atacando meninas adolescentes. A polícia afirmava que o suspeito estaria se aproveitando de ruas pouco movimentadas para abordar jovens que desciam dos ônibus durante a noite. As duas primeiras vítimas foram à polícia, mas, em seus relatos, não souberam descrever a aparência do agressor.

Paul Bernardo, de 23 anos, era um jovem charmoso, bem de vida, que sabia como seduzir as pessoas. Mas sua família e seus amigos não poderiam imaginar o que se escondia por trás de sua boa aparência. Segundo autoridades, aquele era um jovem psicopata, narcisista e sádico sexual, que tinha uma verdadeira obsessão pelo poder e, por isso, gostava de atacar garotas virgens.

Paul Bernardo

Em outubro do mesmo ano, enquanto ainda preparava os ataques, Paul conheceu a jovem Karla Homolka, que estava na cidade para um congresso. Rapidamente, Paul se aproximou e seduziu a jovem.

Mesmo durante o namoro, Paul não se sentia sexualmente satisfeito e continuou com seus crimes. Só após ter feito mais de 10 vítimas é que uma delas conseguiu fazer a descrição de sua aparência à polícia. O retrato falado ficou tão fiel a Paul, que muitos de seus amigos começaram a fazer piada com o ocorrido. Mas uma mulher levou a coincidência a sério e o delatou para as autoridades. Assim como quase outros 300 suspeitos, Paul foi a delegacia prestar depoimento, mas seu jeito simpático fez com que a polícia não desconfiasse de nada.

Karla Homolka
Com receio, Paul resolveu ir morar com a família de Karla, na cidade de St. Catharines, no interior do Canadá. Em pouco tempo, ele começou a demonstrar interesse por Tammy, a irmã de 15 anos de Karla. Sem nenhum receio, ele confessou à namorada seu interesse sexual na garota e a convenceu a ajudá-lo em seu plano.

Karla, que trabalhava em uma clínica veterinária, roubou alguns sedativos de uso animal para utilizar em sua irmã. Em uma noite, enquanto a família dormia, Paul, Karla e Tammy resolveram beber alguns drinks, e o casal decidiu que esse era o momento perfeito para drogar Tammy e executar o plano. Como o esperado, a garota apagou completamente, e Paul realizou o abuso. Inesperadamente, Tammy começou a passar mal e acabou aspirando o próprio vômito para dentro dos pulmões.

Karla e sua irmã Tammy
Sem outra alternativa, o casal teve que chamar uma ambulância. Três horas depois, Tammy morreu no hospital, e os médicos concluíram que a causa havia sido o consumo excessivo de álcool. Paul passou a culpar Karla pela morte da irmã, e ela, desesperada, tentou de tudo para recuperar a confiança do namorado. Ela chegou a assistir ao vídeo do estupro da irmã e vestir as roupas dela. O segredo da morte os unia ainda mais.

Mesmo em meio ao luto, o casal saiu da casa dos pais de Karla e planejou uma grande festa de casamento. A certeza de que Karla faria tudo para manter o romance fez com que Paul ganhasse ainda mais confiança e contasse à namorada que gostaria de trazer pessoas diferentes para ter relações sexuais em sua própria casa.

Sem ser contrariado por Karla, Paul logo escolheu sua próxima vítima: uma garota de 15 anos que, depois de ser raptada na rua, passou dois dias sendo violentada. No mesmo dia em que a polícia encontrou o corpo da jovem, Karla e Paul se casaram em uma luxuosa cerimônia.

Casamento de Karla e Paul
Ao voltarem da lua de mel, o casal viu no noticiário as investigações sobre a morte e, novamente, Paul culpava Karla por não ter auxiliado a esconder o corpo corretamente. Agora, além da agressão psicológica, ele passa a bater nela.

Depois de 9 meses, ao perceber que as investigações não chegavam a lugar algum, Paul resolveu agir de novo. O casal foi até uma escola, e Karla chamou uma garota, fingindo estar perdida. A jovem passaria por momentos de tortura e assédio na casa do casal, até ser jogada, já morta, em um rio.

A mídia noticiou constantemente os casos, e um homem, perturbado com os fatos, foi até a polícia dizer que seu amigo podia ser o culpado pelos crimes, colocando Paul Bernardo no centro das investigações.

Ao saber que era suspeito, Paul novamente castigou e agrediu Karla. Dessa vez, ele bateu tanto nela com uma lanterna, que deixou marcas horríveis em seu rosto. Ao ver a situação da filha, a mãe a convenceu a denunciar o marido, então ela passou a juntar provas contra Paul.

Karla após ser agredida por Paul

Ao mostrar que queria colaborar com as investigações, Karla conseguiu um acordo com a polícia, dizendo que o marido era culpado de tudo e que só obedecia a suas ordens para não apanhar.

Em 1993, Paul foi julgado por dois homicídios em primeiro grau, e Karla, em troca do testemunho, por dois homicídios involuntários. Paul Bernardo foi condenado à prisão perpétua enquanto ela cumpriu apenas 12 anos de prisão. Porém, quando as fitas de vídeo comprovando os crimes foram finalmente encontradas, todos ficaram revoltados ao descobrirem a real participação dela no crime: Karla havia estuprado as meninas tanto quanto o marido.

Em 4 de julho de 2005, Karla saiu da prisão após ter cumprido a sua pena e hoje leva uma vida normal.

As vítimas de Paul e Karla

créditos: megacurioso

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