segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Casais do Crime pt.2

Ian Brady e Myra Hindley

Era 7 de outubro de 1965 quando a polícia recebeu a ligação de um homem extremamente nervoso. Ele dizia ter visto seu cunhado e a esposa dele cometerem um crime terrível: o assassinato do jovem Edward Evans.

A polícia imediatamente foi à casa de Ian Brady e Myra Hindley para investigar a denúncia e encontrou o corpo do adolescente. Este seria apenas o início de uma série de descobertas chocantes.

Ian e sua esposa, Myra
Durante as buscas na casa do casal, a polícia encontrou o canhoto de um guarda-volumes, com o endereço de uma estação de trem. Ao buscarem a mala, os investigadores se depararam com todas as fotos e gravações dos últimos minutos de vida da jovem Lesley Ann Downey, de apenas 10 anos, que estava desaparecida.

As imagens os levaram a um pântano da cidade, onde esperavam encontrar mais pistas sobre esse e mais outros quatro casos que envolviam crianças desaparecidas na região. Eles acharam os corpos de Lesley Ann Downey e de John Kilbride
Lugar onde o casal enterrava as crianças
Era a primeira vez na Inglaterra que uma mulher se envolvia em crimes de estupro, tortura e assassinato em série. A vida proporcionada por sua avó tornou Myra um tanto arrogante, e ter uma vida normal, com casamento e filhos, não parecia ser o suficiente para ela. Em seu emprego como secretária, Myra conheceu Ian Brady e logo se apaixonou por ele. Porém, acredita-se que Ian era homossexual e, por isso, não prestava muita atenção nela. Mas tudo mudou na festa de Natal da empresa, quando os dois ficaram juntos e ele começou a doutriná-la com sua visão de mundo.

Ian Brady era fã de Hitler e do Marquês de Sade e incentivava Myra a ler suas obras. Além disso, ele a convenceu de que Deus não existia e que estupro e assassinato eram os prazeres supremos.

Em 1963, Ian planejou um assalto e deixou Myra encarregada de dirigir o carro na fuga. Ela aprendeu a dirigir, entrou para o clube de tiro e comprou duas armas. O assalto nunca existiu — era só um pretexto para ver como ela se sairia.

Tendo certeza de sua fidelidade, Ian soube que Myra estava pronta para o seu primeiro crime. Pauline Reade, de 16 anos, estava a caminho de uma festa quando Myra, que era sua conhecida, pediu que ela a ajudasse a procurar uma luva. Aquele era apenas um golpe, e Myra a levou até um pântano, onde a garota foi estuprada e assassinada.

As vítimas do casal
A próxima vítima seria o pequeno John Kilbride, de 12 anos. Myra o raptou no mercado onde ele trabalhava e o levou para o mesmo local do primeiro crime. Ao total, o casal foi responsável pelo sequestro, abuso e assassinato de cinco crianças.

Ian foi condenado a três prisões perpétuas e Myra, a duas. Até hoje se discute se Myra já era uma pessoa má ou se foi influenciada por Ian.


créditos: megacurioso

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