terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Além da ISIS, Síria agora enfrenta doença que devora carne humana

A Síria tem passado por momentos difíceis por conta da guerra e o Estado Islâmico. Os confrontos e mortes de pessoas se atenuam a cada dia que passa.

Segundo informou o site O Globo, “O Estado Islâmico no Iraque e na Síria (Isis) foi criado em 2013 e cresceu como um braço da organização terrorista al-Qaeda no Iraque. No entanto, no início deste ano, os dois grupos romperam os laços. No final de junho, os extremistas declararam um califado, mudaram de nome para o Estado Islâmico (EI) e anunciaram que iriam impor o monopólio de seu domínio pela força. O EI é hoje um dos principais grupos jihadistas, e analistas o consideram um dos mais perigosos do mundo.”

Mas além dos confrontos, tiros, bombas, tanques e ataques a civis e a casas e estabelecimentos, a Síria também está tendo que enfrentar uma doença terrível que devora a carne humana.

O quadro é tão grave que pessoas estão tendo mortes lentas e dolorosas e não podem contar com a ajuda de médicos ou socorristas. Essa doença que come a carne humana e acaba desfigurando partes do corpo é a leishmaniose.

A sua transmissão ocorre por conta da ação de um parasita gerado pela picada de um inseto vetor ou transmissor chamado flebotomíneo. É uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania e da família Trypanosomatidae em duas categorias: a tegumentar americana, que acomete partes do corpo em que ela atinge como as mucosas e a pele e a leishmaniose visceral ou calazar, que acomete os órgãos internos do nosso corpo.


E com a guerra acontecendo na região, a doença se alastrou e atingiu populações com baixo sistema imunitário.

Ela se perpetua mais ainda em regiões com ambientes cheios de esgoto a céu aberto, sem condições higiênicas e o cenário da guerra tornou-se perfeito para essa proliferação.

E o mais lamentável é que os “jihadistas” recusam tratamento médico e não permitem que as pessoas sejam tratadas, fazendo com que o novo problema se torne uma doença mortal.

Além disso, até mesmo a equipe do Médicos  Sem Fronteiras que se encontra no local foi obrigada a se retirar por conta da recusa.



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