quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O vampiro que causou histeria coletiva em Londres

Londres, 1969: relatos contam que uma aparição foi vista entre os túmulos do cemitério Highgate. As vítimas afirmam que foram confrontadas por essa aparição, que tomou a forma de um homem alto e as deixou petrificadas.

Um homem alegou ter sido o primeiro a encontrar com o tal “fenômeno” e que este o teria hipnotizado. Ele contou que as luzes do local começaram a falhar, e ele decidiu sair, mas que, de alguma forma, ficou perdido. Sem acreditar na existência de fantasmas, o homem caminhou lentamente até se dar conta de uma presença. Ele se virou e viu um fantasma pairando pouco acima do chão. Paralisado, ele contou que sentiu uma energia que, em questão de segundos, o deixou inconsciente do mundo ao seu redor. O homem permaneceu por algum tempo ali até que o espectro desapareceu.



Mesmo sem querer revelar seu nome ao público, o homem, que exercia a profissão de contador, teve seu depoimento creditado por muitas pessoas. Algo chamou atenção em seu relato: ele afirmou que a entidade teria tentado lhe causar danos físicos, o que é incomum em descrições fantasmagóricas.

Outras pessoas foram entrevistadas ao logo das semanas, mas as descrições pareciam exageradas e até mesmo frutos de invenção, fazendo com que os policiais achassem que tudo não passava de um rumor.

Entretanto, o depoimento de uma senhora parecia ser uma exceção em meio às histórias: ela afirmou que havia sido assustada por um homem alto, que flutuou em sua direção. A senhora estava andando pelo local com seu cachorro quando, ao passar pelos portões do cemitério, ele começou a uivar e recuar. Ela então olhou para dentro e se deparou com uma figura de olhos brilhantes que, em questão de segundos, desapareceu.


Após recolherem os depoimentos, os responsáveis pelo caso foram ao cemitério Highgate a fim de coletar provas e verificar os locais em que as vítimas relataram ter visto a suposta aparição. O cemitério havia sido vandalizado, e logo eles encontraram alguns caixões despedaçados e até mesmo um esqueleto, que havia sido arrancado de seu túmulo.

Também foi encontrada uma raposa morta no meio da via principal. Observando-a de perto, não foi possível encontrar qualquer sinal que pudesse indicar o motivo de sua morte. Tudo isso, no entanto, não ajudou a resolver o mistério. De fato, além de rumores e outras histórias infundadas, a única evidência eram os testemunhos de duas pessoas.

Ao saberem do caso, membros da British Psychic and Occult Societ, uma associação voltada a fenômenos espirituais, resolveram passar uma noite no cemitério. A data escolhida foi 21 de dezembro – véspera do solstício de inverno e época em que se acreditava que as forças psíquicas teriam acesso mais fácil ao plano terreno. Por volta das 23 horas, um dos membros começou a andar por uma rua estreita que passava ao lado do cemitério. Ao chegar nos portões, ele resolveu observar o local de vários ângulos, pensando que, talvez, a senhora pudesse ter confundido a sombra de uma árvore ou um túmulo com uma aparição.

Olhando através das barras enferrujadas do portão, ele percebeu que, mesmo com a escuridão penetrante, era possível discernir os objetos, como túmulos e estátuas. Porém, quanto mais ele andava, mais o escuro parecia lhe pregar uma peça. O vento movia-se através da vegetação rasteira e, novamente, ele pensou que isso poderia ser a causa da “aparição” vista pela mulher de idade.


À direita do caminho, algum animal grande correu pelo mato. Então, de repente, algo chamou sua atenção: a cinco metros dali era possível ver uma forma alta. Seria a tal aparição?

Rejeitando a imagem como algo sobrenatural, o homem preferiu pensar que a figura era alguém vagando pelo cemitério – mesmo que essa pessoa tivesse mais de 2 metros de altura. Mas sua dúvida logo foi dissipada quando dois olhos avermelhados encontraram seu olhar. Não eram olhos humanos: o olhar era penetrante como o de um lobo faminto, apesar de a criatura não ter semelhança alguma com o animal.

Sem aviso, a forma logo desapareceu.



Créditos: megacurioso


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