domingo, 29 de novembro de 2015

Harvey Glatman - Serial Killer de Modelos

A imagem de Harvey Glatman era a de um nerd inofensivo, com seus óculos e seu jeito vagaroso. Porém, ele era inteligente e, com um QI de 130 (muito acima da média de 100 pontos), tinha mais facilidade em elaborar e organizar seus crimes.

Nascido em 1927, nos Estados Unidos, Harvey tinha um comportamento estranho desde a infância. Com apenas 4 anos, ele amarrou o pênis em uma corda e prendeu a uma gaveta, puxando o corpo para trás. Aos 12 anos, sua mãe notou estranhas marcas em seu pescoço e lhe perguntou o que eram. Ele, com naturalidade, respondeu que havia enrolado uma corda nessa parte do corpo e se pendurado. Isso lhe dava prazer.


Aos 17, passou a cometer pequenos delitos: roubava bolsas de mulheres, mas logo as devolvia. Ele queria assustá-las, e não roubá-las. Mas isso não o deixou satisfeito por muito tempo. Em posse de uma arma, ele seguia mulheres bonitas que via na rua. Quando elas chegavam em casa, ele invadia o local e as amarrava. Era a realização de um fetiche.

Nesse período, ele não despia totalmente as mulheres nem era realmente agressivo. No entanto, pedia para que elas se deitassem ao seu lado para fingirem ser um casal. Depois disso ele ia embora, satisfeito com o que acabara de acontecer.

Em 1945, enquanto tentava arrombar mais uma casa, Harvey foi flagrado por um policial e preso. Por ter 17 anos, foi condenado a apenas um ano de reclusão. Ele foi encaminhado a um psiquiatra, que atestou que Harvey possuía um medo anormal do sexo oposto.

 Com o objetivo de deixar os problemas para trás, a família se mudou, e Harvey passou a trabalhar com consertos de televisores. Nas horas vagas, fotografava por hobby. Ele realmente parecia alguém com uma vida normal. Por isso, sua mãe voltou para a cidade natal, deixando Harvey livre para cometer novos crimes.

Foi através da fotografia que Harvey teve a ideia de como capturar suas novas vítimas.

Mulheres bonitas

Judy Dull, a primeira vítima fatal de Harvey
 Era 1957 e Judy Dull, uma jovem de 19 anos recém-casada, recebeu um telefonema de Johnny Glynn. Ele soube que ela era modelo e a convidou para uma sessão de fotos para uma revista policial de Nova York. O trabalho era simples: ele precisava de fotos de mulheres indefesas, correndo perigo, amarradas e amordaçadas. Este era o plano de Harvey para atrair belas jovens.

Com tudo combinado, no dia 1º de agosto de 1957, Harvey buscou Judy para, supostamente, levá-la ao estúdio fotográfico. Quando entraram no carro, Harvey apontou uma arma para Judy, levando-a para o seu apartamento. Lá, ele amarrou os pulsos dela para trás, atou suas pernas e a amordaçou com uma corda. Depois de tirar as fotos, apontou uma arma para a jovem e a estuprou. Ele ainda fez com que ela se vestisse novamente e tirou mais fotos.





Novamente no carro, ele dirigiu por cerca de 200 km em direção ao deserto. Rapidamente, laçou o pescoço da garota, deixou-a de joelhos e jogou a corda por cima de um galho. Em pouco tempo ela estava morta. Harvey revelou uma imagem da jovem assustada e colocou em sua parede.





O outro plano 

Harvey logo criou outro pseudônimo para atacar diferentes vítimas. Com o nome de George Williams, ele se cadastrou em uma espécie de Clube de Solitários, em que conheceu a jovem Shirley Bridgeford. Depois de um primeiro encontro, Harvey convidou a moça para um clube de dança e, quando ela entrou em seu carro, ele mudou a rota para o Parque Estadual do Deserto de Borrego. No local, ele a estuprou, a amordaçou, tirou novas fotos e, por fim, a estrangulou. 

Shirley Bridgeford antes de ser enforcada


A vítima seguinte foi escolhida na seção de anúncios pessoais do Jornal Los Angeles Times. A modelo Ruth Mercado estava procurando emprego, e Harvey se aproveitou da situação para ir até o apartamento da mulher e atacá-la. Depois, a levou até o deserto, onde fotografou a modelo amarrada.

Retrato de Ruth Mercado, que na verdade se chamava Angela Rojos
Diferente das outras vezes, Harvey sentiu algo diferente por Ruth e não queria matá-la. Passou o dia pensando no que fazer até que decidiu que o melhor seria acabar com aquilo para se proteger.

Foto tirada minutos antes de morte de Ruth
Após três crimes bem-sucedidos, uma modelo conseguiu escapar das garras de Harvey a tempo: a francesa Joanne Arena. Ela concordou em ser fotografada, mas exigiu um acompanhante, o que fez com que Harvey desistisse.

Depois dela, Harvey conheceu a mulher que colocou um ponto final nas mortes. Ao embarcar no carro, Lorraine Vigil percebeu que Harvey estava guiando por um caminho estranho e se alarmou. Ele parou em um acostamento e, depois de apontar a arma para ela, tentou amarrar suas mãos. Em um ato de desespero e coragem, Lorraine conseguiu pegar a arma, mas, durante a luta, um disparo acidental acertou sua perna. Mesmo ferida, ela continuou com a briga, fazendo com que os dois caíssem para fora do carro. Neste momento, um policial que passava pelo caminho viu a cena e parou o carro. 

Lorraine conseguiu escapar da morte
Sem reação, Harvey se entregou e foi levado à delegacia. Lá, vários policiais o interrogaram em busca de informações sobre as três moças desaparecidas – as vítimas de Harvey. Após horas de interrogatório, chorando e com a cabeça baixa, Harvey contou detalhes de como matou as garotas, explicando que não sabia outro jeito de se aproximar das mulheres.

Na época, ainda não existiam estudos específicos sobre assassinos em série, e o caso Harvey Glatman fez com que o sargento Pierce Brooks notasse que era possível capturar serial killers examinando o seu comportamento durante o crime, ou seja, o modus operandi.

Seu advogado de defesa tentou alegar insanidade, mas o parecer do doutor Lengvel foi o seguinte: “O indivíduo não apresenta sinais de psicoses e insanidade. Ele tem noção do que é certo e do que é errado na natureza e na qualidade de seus atos.”

Investigador examina o crânio de Shirley Bridgeford

Em 18 de agosto de 1959, Harvey encontrou seu fim na câmara de gás.  

Veja algumas manchetes sobre o caso:




créditos: megacurioso

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