quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O Estripador de Gainesville

 Daniel tinha 36 anos quando chegou em Gainesville, pouco antes do início do semestre na Universidade da Flórida... era apenas um andarilho com um passado criminoso que armou uma tenda em um bosque perto do campus.

Num dia qualquer, seguiu duas calouras – Sonja Larson (18)e Christina Powell (17) – até o apartamento onde moravam fora do campus, estuprou Christina, esfaqueou repetidamente as duas mulheres com uma faca de caça e mutilou seus corpos.

A polícia descobriu os corpos no dia 26 de agosto de 1989 depois que os pais de Christina relataram que ela não atendia a porta nem o telefone. À noite deste mesmo dia, a polícia encontrou o corpo de Christa Hoyt (18), morta em seu duplex fora do campus... também foi estuprada e esfaqueada; seu corpo estava sentado na cama e inclinado; seus mamilos foram cortados e colocados ao seu lado na cama, seu tronco foi aberto do peito ao osso púbico e sua cabeça decepada e colocada em uma prateleira do outro lado da sala.


 No dia seguinte, Tracy Paules e Manuel Taboada, ambos com 23 anos, foram descobertos mortos a facadas em seu apartamento, não muito longe de onde as outras mortes ocorreram. Manuel, um ex-jogador de futebol, foi atacado enquanto dormia e, em seguida, Tracy foi assassinada. Todos eram estudantes da Universidade da Flórida, exceto Christa Hoyt, que pertencia à Universidade de Santa Fé. Daniel posava com os corpos das vítimas, tirava fotos com partes dos corpos e adornava as cenas dos assassinatos com espelhos quebrados.

O terror tomou conta de Gainesville... o campus ficou fechado por uma semana, muitos dos 34 mil estudantes voltaram para casa, alguns para nunca mais voltar; outros compraram tacos de beisebol, colocaram fechaduras triplas nas portas e dormiam em turnos. Helicópteros com holofotes sobrevoaram a cidade durante a noite.

Foram 6.500 ligações e 1.500 evidências... a polícia focava em um aluno doente mental que tinha sido expulso do complexo de apartamentos onde moravam Tracy e Manuel.

 Em janeiro de 1991, a polícia descobriu Daniel em uma cadeia do condado sul de Gainesville, aguardando julgamento por assalto a supermercado. Os testes de DNA apontaram para Daniel que, inicialmente, negou ter cometido os assassinatos; porém, se declarou culpado na véspera de seu julgamento, em 1994, quando disse ao juiz que “tem algumas coisas das quais não se pode fugir”.

Daniel também assumia a culpa por um triplo assassinato ocorrido em sua cidade natal, Shreveport, em Louisiana, mas nunca foi julgado por esses crimes... atribuía seu comportamento agressivo aos abusos sofridos, cometidos por seu pai, um policial e a quem considerava um “alter ego do mal”.

Vítimas


 Em outra ocasião, disse que desejava se tornar um “superstar” e que, para isso, precisava apenas de uma faca de caça, uma fita adesiva, uma arma e uma chave de fenda para arrombamentos – se bem que, no primeiro duplo homicídio, não foi necessário: a porta estava destrancada.

No momento de sua execução, ao ser perguntado qual seria sua palavra final, Daniel cantou uma canção em que repetia o trecho “ninguém é maior do que Tu, ó Senhor”... com 52 anos de idade, às 6h13min do dia 25 de outubro de 2006, na Prisão Estadual da Flórida, Daniel foi declarado morto por injeção letal.

Créditos: faceobscura

Pra quem prefere ouvir a história, no youtube tem


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