segunda-feira, 27 de julho de 2015

Charles Manson

Eu estou assistindo a série Paranormal Witness, e o episódio era sobre Charles Manson (3 temporada episódio 7), achei a história interessante e por isso o post de hoje é sobre ele.

Filho de uma prostituta e um alcoólatra, que o rejeitaram e abandonaram durante toda a infância, quando Charles Milles Manson nasceu, em 1934, foi quase que diretamente para a vida nos reformatórios juvenis, de onde só foi realmente sair da prisão com 33 anos, quando formou uma comunidade alternativa – ou o início de sua seita – em um rancho perto de Los Angeles, chamado Spahn Ranch.

Lá, achava que iniciaria um novo método de vida, baseado em leituras ocultistas do satanismo e xamanismo, que lhe causavam uma impressão de grandeza e controle do Universo por se sentir conectado com o cosmos. Claro que, para isso, usavam LSD e outras drogas, o que levou o grupo a se chamar de “Família Manson”. Esse alegre grupo idolatrava as ideias de Manson, chegando inclusive a dizer que ele seria reencarnação de Cristo, algo que ele sempre negou.



Além de ser abusado, espancado e abandonado durante toda a juventude, Manson começou a sodomizar jovens e agredir outros detentos, e, numa de suas muitas entradas e saídas de prisões, aos 19, tentou ser “normal”, e chegou a casar e ter um filho, Charles Manson Jr. Vivendo em serviços gerais e desiludido, começou a roubar carros, mais tarde virando também cafetão e ladrão de lojas. Chegou ao ponto de dar golpes usando drogas para estuprar mulheres.

Apesar do filho, como se pode perceber, Manson tinha outra visão – bem menos humilde – de si mesmo e da vida, inclusive compondo canções ao modelo dos Beatles, banda que adorava, e afirmando que poderia chegar a ser maior que eles. Junto com isso, fingia-se guru místico e falava de budismo e espiritualidade numa época em que isso era incomum, trazendo-lhe a aura de um artista inovador, e não um mero lunático.


Aos 32, quando ia ser libertado, preferiu continuar preso. E deveria, já que, do lado de fora, conheceu as gangues de motoqueiros, as drogas, as meninas impressionáveis e seu grupo-família, com o qual se alimentaria de restos e roubaria para manter a vida de hippie distorcido.

Em seus devaneios, Manson acreditava que logo aconteceria uma guerra entre os brancos e negros, sendo que os últimos venceriam, mas não saberiam o que fazer após obter o controle. Seu plano era se esconder no deserto, com seus seguidores. Ah, haveriam 5 “anjos” nessa revolução: os 4 Beatles e Manson. É, eu sei, é coisa de doido, mesmo. Mas o pior está por vir…


A última – e definitiva, aparentemente – prisão de Manson foi pela morte ocorrida em 9 de agosto de 1969, quando a atriz Sharon Tate, esposa do cineasta Roman Polanski, foi assassinada pelo grupo de Manson, que invadiu a casa do casal em Bel Air. Tate estava grávida de 8 meses, e mesmo assim foi esfaqueada, espancada e torturada até a morte. Com seu sangue, mensagens nas paredes, que diziam “porcos”, “morte aos porcos”, “eleve-se” e “helter skelter”.

Teoricamente, esse e outros crimes teriam a autoria mental de Manson, que não estava no evento, e teriam sido usados para dar início à tal guerra racial prevista por Manson, que se chamaria justamente “Helter Skelter”, a música dos Beatles – que, por sua vez, estaria repleta de mensagens sobre o tema. Felizmente, Manson foi pego e condenado à morte, em 1971, mas sua pena se tornou prisão perpétua, que até hoje cumpre em um presídio na Califórnia. E agora, nos dias atuais, vai se casar lá dentro!

Créditos: fatosdesconhecidos

Abaixo um vídeo dele

** Na série, é a história de um cara que construiu uma casa perto de onde aconteceram os assassinatos, rola alguns sustos e até mesmo uma sessão espírita. **

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