quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Pessoas que Sobreviveram a Acidentes Horríveis

Modelo de metal


Mais uma pessoa a merecer um lugar na nossa lista é Katrina Burgess, a moça da imagem acima. Em 2009, quando tinha apenas 17 anos, ela sofreu um grave acidente de carro que a deixou com a perna esquerda e a pelve fraturadas, várias costelas quebradas e os dois pulmões perfurados. Além disso, Katrina também sofreu lesões na coluna e no pescoço, e os médicos disseram à família da moça que, se ela sobrevivesse, nunca mais andaria novamente.

Pois, depois de passar por várias cirurgias e receber dezenas de parafusos e 11 hastes de metal, Katrina não só sobreviveu como, em um período de apenas cinco meses, voltou a caminhar e inclusive fechou um contrato como modelo.


 Peneira humana


Viu só o rosto peculiar do rapaz da imagem acima? Seu nome era Wenseslao Moguel e, em 1915, ele foi capturado pelo inimigo durante a Revolução Mexicana e condenado a morrer diante de um pelotão de fuzilamento. O coitado levou oito tiros durante a execução — e um último de misericórdia, que foi disparado à queima-roupa contra a sua cabeça.

Você imaginaria que alguém poderia sobreviver depois de tudo isso? Bem, os homens que atiraram em Wenseslao também não e abandonaram seu corpo. Pois Wenny, como era chamado pelos amigos, não só sobreviveu ao fuzilamento como teve uma vida longa e feliz, inclusive aparecendo na famosa publicação internacional “Ripley's Believe It or Not!” — que mais tarde virou um programa de TV na década de 80 chamado aqui no Brasil de “Acredite se Quiser”.

Morto de sede


Na década de 90, o policial italiano Mauro Prosperi — que também era ultramaratonista — decidiu participar da excruciante “Marathon des Sables” (ou “Maratona das Areias”), que consiste em uma maratona de seis dias que ocorre anualmente no sul do Marrocos, em pleno deserto do Saara. Nessa corrida, os participantes percorrem por volta de 250 quilômetros no total, o que equivale a seis maratonas normais.

Pois lá estava Prosperi correndo pelo deserto — mais precisamente, o italiano estava no quarto dia da maratona e em sétimo lugar na colocação geral — quando uma enorme tempestade de areia apareceu em seu caminho. O policial decidiu seguir adiante e, após seis horas, ele se deu conta de que tinha saído do caminho e se encontrava completamente perdido. Trinta e seis horas depois, Prosperi estava sem água.

Então, o italiano se deparou com um pequeno templo muçulmano no caminho e sobreviveu bebendo o sangue de morcegos que encontrou nesse local e a própria urina. Pressentindo que teria uma morte lenta e dolorosa, Prosperi tentou suicídio cortando os pulsos, mas seu corpo estava tão desidratado que seu sangue simplesmente se coagulava nos ferimentos. No final, ele decidiu sair novamente ao deserto e tentar encontrar alguém.

Prosperi perambulou por nove dias no deserto — se alimentando de lagartos, escorpiões e cactos — até chegar a um oásis, onde descobriu que se encontrava na Argélia e a quase 300 quilômetros do percurso da corrida. Durante a sua aventura, o italiano perdeu 18 quilos e foi recebido na Itália como herói nacional. Sua experiência inclusive se transformou em um documentário da National Geographic.

Sem coração


Você concorda que é impossível viver sem um coração batendo no peito, certo? Então se prepare para conhecer a história de D'Zhana Simmons, a menina da foto acima. Em 2008, quando ela tinha 14 anos, D'Zhana passou por um transplante para substituir o coração doente dela e o órgão novo falhou em funcionar corretamente. Os médicos não tiveram opção além de remover o coração transplantado e esperar que outro doador aparecesse.

Esse pesadelo durou quase quatro meses, e, durante esse tempo todo, D'Zhana permaneceu sem coração no peito e teve que ficar conectada a duas bombas que mantinham seu sangue circulando. O caso dela se tornou extraordinário porque, quando um paciente fica ligado a uma máquina como essas, o membro doente é mantido. Finalmente, a menina recebeu um coração compatível e sobreviveu para contar a história.

Náufragos


Você acha que os três homens da foto têm o semblante aliviado? Pois depois de passar nada menos do que 9 meses à deriva e de serem resgatados por um barco pesqueiro no meio do Pacífico, eles deveriam estar aliviados mesmo. Em 2005, o trio de mexicanos — Lucio Rendon, Salvador Ordonez e Jesus Eduardo Vidana — decidiu sair para pescar tubarões, mas não organizou muito bem a expedição.

Os rapazes acabaram ficando sem combustível e foram arrastados para alto-mar por uma corrente marítima. Para piorar as coisas, não levavam comida e água suficiente. Por sorte — ou milagre! —, durante o tempo em que passaram perdidos no Pacífico, devido às chuvas constantes, eles conseguiam obter água e se alimentavam de peixes e tartarugas que capturavam no mar. Eventualmente, um barco pesqueiro cruzou o caminho dos aventureiros e os levou em segurança para casa.


créditos: megacurioso

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