sábado, 13 de setembro de 2014

Lullaby Rock: Uma memória de Candle Cove

De certa forma, as crianças gostam de estar com medo. Elas não encontram algo assustador nas coisas divertidas, mas se algo dá uma vibração de bizarrice, isso vai virar a cabeça de uma criança e em vez de provocar sua inquietação e fazer ela se afastar, isso insere nela um sentido de aventura.

Candle Cove fez isso por mim. Talvez fossem os bonecos esquisitos. Talvez tenha sido os temas de cavernas assombradas, piratas assassinos. Talvez fosse a câmera estranha ou a má qualidade de som. Fosse o que fosse, eu tinha cinco anos de idade em 1971. Enquanto a mãe estava ocupada, eu me deparei com o show.



Eu estive lendo recentemente sobre essa teoria de que o show foi apenas um sinal estático, e esses rumores sobre este "episódio" que aparentemente, eu assisti no Canal 58. No entanto, não posso confirmar a existência do episódio, ou qualquer um dos episódios da segunda temporada. Afinal, eles só foram ao ar uma vez.

Na terça-feira, 21 de setembro de 1971, eu chegava da escola com minha mãe. Como não havia nada de particularmente interessante aos olhos de minha mãe na tv, então ela me deixaria assistir televisão, enquanto ela estava ocupada. Naquele dia, a tv estava no canal 58.

Era o episódio seis da primeira temporada, que pelo que eu descobri, era chamado de "Lullaby Rock". Apropriadamente, a premissa do episódio envolve Percy meditando sobre a linda canção dos "golfinhos" (que é cantado por uma mulher como música de fundo). O resto do episódio envolve Janice e Horace freneticamente tentando reparar seu navio antes que ele pudesse afundar.

Eles marcham até uma árvore estranha crescendo perto do pico da rocha montanhosa e decidiram que fariam dela a sua madeira, e uma grande tocha para fazer balizas de emergência, então Janice vai buscá-la. Em sua viagem, ela se depara com Susan.

Susan, era diferente da maioria dos outros personagens da série: Ela não era um boneco, mas uma atriz, com seu corpo e rosto eram pintado de verde, é seus lábios pintados com uma cor laranja vibrante. Ela estava vestida de uma forma bem inadequada para um programa infantil, os seios estavam escondidos por um sutiã metálico, e pequenas cadeias (provavelmente destinados para parecerem colares) que servem como as correias. Sua barriga coberta por uma "corrente" (obviamente feita de papel machê) grande presa a ela, e um a rocha por trás dela. A metade superior da cabeça, incluindo seus olhos e nariz, foram escondidos por um capacete para fazê-la parecer mais do estilo de "desenho animado".

Susan explica a Janice que ela foi condenada a séculos atrás, quando uma frota de navios quase se destruiram devido a seu hipnotico canto do sono. Janice lamenta pois ela não pode libertar Susan, mas promete voltar para avisar Susan se outro navio vinha para para resgatá-la. Susan concorda, e canta uma canção.

Naquele dia, eu chegava da escola. Lembro-me muito bem daquele dia. Eu lembro de estar cansado. Assim, seguindo o conselho de Susan, eu mudei a posição em que eu estava sentado no sofá, e senti meus olhos ficarem cada vez mais pesados. Apenas alguns segundos depois de minhas pálpebras fazerem minha visão ficar totalmente escura, eu ouvi o final da canção, e Susan dizer para Janice:

"Agora, veja isso."

Meus olhos se abriram, ansioso para ver o que tinha acontecido. Mas eu estava em outro lugar: O quarto era branco, assim como os lençóis da cama, várias máquinas me cercavam, elas estava "bipando" monotonamente. Um pequeno tubo enfiado no meu braço e conectado a uma bolsa pendurada com um líquido claro. Eu queria tocá-lo, mas tinha medo da dor. Eu queria gritar, mas um grande tubo tinha sido enfiado em minha boca. Eu queria chorar e chutar as paredes, mas eu estava muito fraco, então me contentei em soluçar. Depois de alguns minutos uma mulher em uma roupa branca correu e chamou um médico, é ele foi chamar minha mãe, e depois de terem me desconectado de todas as máquinas, ela me explicou que eu estava em coma há quase dois anos.

Então porque que a minha curiosidade só se reacendeu agora? Eu não tinha mais nada relacionado ao show. Os médicos nunca me deram uma resposta direta de porque isso aconteceu comigo, então quem mais poderia saber? Em torno de um mês após o funeral de minha mãe, eu estava dando uma olhada em alguns dos seus recibos de impostos quando eu encontrei um envelope vazio, da Nasa, datado 29 de dezembro de 1971.

fonte: http://www.creepypasta.com/lullaby-rock-a-candle-cove-memoir/

Créditos: creepypastadark

~Carol

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