segunda-feira, 14 de julho de 2014

The Philip experiment

  Em Setembro de 1972 , a Sociedade de Pesquisas Fisícas de Toronto no Cánada, juntamente com um especialista em fenomenos paranormais  "poltergeist" o Dr. A.R.G Owen, se uniram em um estranho e até então inédito objetivo: Criar um fantasma.
  O objetivo do experimento era não "invocar" ou contactar um fantasma ou ser espiritual, mas sim criar um explorando os conceitos do Budismo Tibetano das "tulpas", segundo o Wikipédia :
  "Tulpa é uma entidade ou objeto que, segundo o budismo tibetano, pode ser criado unicamente pela força de vontade, envolvendo meditação, concentração e visualização intensas. Em outras palavras, a tulpa seria um pensamento tornado tão real pelo praticante que chegaria a assumir uma forma física, material."
  O grupo foi formado por 8 pessoas, homens e mulheres de profissões e interesses diferentes uns dos outros sendo que nenhum desses possuia nenhum poder paranormal ou mediunico, eram pessoas comuns e totalmente normais.
  Eles começaram o experimento criando uma entidade ficticia, deram-lhe o nome de Philip Aylesford, criaram uma história sobre ele, com fatos de sua vida, gostos pessoais e até mesmo um final trágico onde ele comete suicidio, até mesmo um desenho dele foi criado, tudo como se essa entidade tivesse realmente existido.
  De posse de todas essas "informações" sobre Philip, o grupo começou a meditar sobre Philip, vizualizando-o mentalmente, usando toda sua concentração em todos os detalhes do desenho e nos fatos de sua vida.
  Durante 1 ano nada aconteceu, embora alguns alegassem sentir a presença de Philip nada chegou a acontecer de fato e o projeto começou a ser visto como uma grande bobagem e perda de tempo.
  Era necessário uma mudança no experimento, foi quando o psicologo Kenneth J. Barcheldor sugeriu que o experimento deveria ter uma natureza menos "clinica" e sim mais tradicional: uma sessão.
  O grande problema era que algumas das pessoas do grupo tinham dificuldades em se focar em Philip pois no fundo sabiam que ele não existia e não era real. Em uma sessão, com velas, uma mesa rodeada de cadeiras, etc, iria se criar um ambiente mais condutivo para visualizar e enfim ter a certeza do conceito de tulpas do budismo.
  E isso funcionou mesmo.
  Estranhas coisas começaram a acontecer já no ínico da sessão, a mesa onde estavam sentados ao redor e se concentrando em Philip começou a se mover como se uma estranha e invisivel força a estivesse movimentando.
  Nesse momento um dos participantes perguntou se era Philip que estava ali, uma batida unica na mesa significou um "sim", começaram então fazer perguntas sobre sua vida e seu passado, uma batida na superficie da mesa significaria um "sim" enquanto que duas batidas seriam um "não", e assim mantiveram uma conversação com essa "entidade".
  Em certos momentos ele mesmo mostrou ter uma personalidade própria e ocasionalmente as luzes da sala onde estavam ficava piscando e a mesa levitava no ar além de ruidos e barulhos inexplicavéis por toda a sala.
  Ficava claro para as pessoas ali presentes que Philip havia criado vida própria, algo independente, algo real.
  Posteriormente o grupo abriu suas portas ao público, convidando outras pessoas para testemunhar essa estranha sessão. Há boatos de que existe até um video de uma dessas "sessões".
  O experimento teve fim quando em uma das sessões, Philip, se mostrando uma entidade consciente de si e dono de suas ações, foi confrontado por um dos participantes, que disse: "Ei, fomos nós que o criamos, sabia disso?" a partir desse momento Philip deixou de existir, não voltando a aparecer novamente.
  O experimento foi tido com um sucesso, e a partir daí nada ou pouco se sabe sobre que fim prático teve essa experiência.
  Fica a pergunta, o conceito de Tulpas do Budismo realmente existe? Seria possível usar o poder do consciênte coletivo e alterar a forma como sentimos e vemos a realidade? Seria a realidade isso mesmo que vemos ou é apenas um "Philip" que nos é condicionado?

Fonte: Chaos D.C
~The Undertaker

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