domingo, 30 de março de 2014

O mistério das pichações

Pichações sempre foram polêmicas, levando alguns indivíduos a repugnarem-nas, e outros a fazê-las com grande prazer, ou limitar-se a admirá-las como um meio louvável de arte. Há quem permaneça neutro, vendo a tinta pelos muros das cidades como parte irrefutável e irrelevante do cenário urbano, tal como são os prédios e emaranhados de fios em postes.
Há uma série de relatos que, tamanha proporção de casos, tornam-se difícil de serem ignorados. Muitas pessoas afirmam sentirem algo mais do que impacto visual defronte certas pichações específicas. Alguns indivíduos afirmar até mesmo terem presenciado aparições sob a presença de tais pichações. Uns dizem terem sentido calafrios, ouvido vozes e murmúrios, e há quem afirme ter a impressão de ter visto rostos em meio às linhas, que desapareceram assim que os indivíduos se aproximaram delas. Há casos até de gente que diz ter sentido uma mão gelada tocar a nuca e quando viraram-se, não havia ninguém atrás de si.


Os moradores de Brasília relatam centenas de casos do gênero num túnel que fica na Asa Sul, entre as quadras 207 e 107 Sul. Conta-se que bastar estar lá sozinho, fechar os olhos em frente às paredes, e o som sobrenatural de alguém correndo ofegante em sua direção da ponta do túnel surgirá, para então tudo cessar ao abrir de seus olhos. Esse é um fenômeno amplamente relatado por lá, mas o túnel também acopla experiências de vozes do além e até mesmo aparições físicas.
Céticos afirmam que o túnel é alvo de tanta instigação devido a sua acústica, que acaba causando a impressão de ter-se ouvido algo, e as visões em meio às pichações não passam de pura ilusão de ótica.
Em contraponto, há quem diga que algo muito mais sinistro ronda não apenas o túnel, mas as pichações como um todo. Em tempos longínquos, costumava-se deixar marcas em árvores em meio à florestas para selar rituais ocultistas, e portanto, há quem creia que o fato de marcar as paredes em si carregue algum cunho sobrenatural. Alguns mais crentes chegam a afirmar que a tinta vermelha das pichações nem sempre é spray, mas talvez sangue de animais e mesmo de pessoas. Os mesmos acreditam que são gravados rituais nas paredes e deixados ali para que os curiosos leiam e assim evoquem entidades malignas que ficarão de soslaio nas redondezas, dessa forma, deixando o pichador e verdadeiro executor do ritual livre de pagar o preço de mexer com o oculto, enquanto o pobre leitor desavisado é quem deverá arcar com as consequências.
Claro que não há provas, quaisquer investigações acerca da origem de certas tintas, e sequer existe preocupação notória das autoridades. Trata-se de um mistério urbano. O que é um fato inegável é que todos já devem ter tido alguma impressão sinistra defronte uma pichação...


~ Rebian

2 comentários: