sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A fotografia

  No final da década de 1980 ocorreu um horrível assassinato. Foi pior do que você pode imaginar. Foi tão horrível que os investigadores se recusaram a divulgar informações para a imprensa. Em um pequeno vilarejo na Rússia, uma casa foi comprada por uma moça de 29 anos chamada Amanda Branksnovitsch .
  A casa foi vendida porque a senhora que morava lá antes ouvia um estranho rangido que fez com que fosse impossível para ela dormir, mas isso foi arrumado, pouco antes de Amanda se mudar. Porém, depois que a mudança acabou, o ranger voltou . Amanda tentou encontrar a fonte do barulho, mas sempre que ela estava chegando perto, ele desaparecia. Cinco dias depois, ela começou a ouvir uma batida também.
"O que está acontecendo?" Ela pensou.
  Amanda passou longas noites em claro até que, um dia, ela finalmente encontrou a fonte do barulho. Ele vinha da maior parede da casa, que fazia a divisão entre o corredor e o banheiro. Ela não conseguia entender. Olhou para dentro do banheiro, mas tudo o que viu foram azulejos azuis de mármore refletindo a lâmpada pendurada no teto. Ela continuou vasculhando ao redor e, ao anoitecer, encontrou uma pequena rachadura no teto. Estava tão desesperada para parar os ruídos que correu até a cozinha, pegou um garfo de assar e passou os próximos 30 minutos tentando, em vão, aumentar o tamanho daquela rachadura.
  Então ela foi para seu quintal longo e sem árvores, pegou uma escada e subiu no teto armada apenas com uma câmera fotográfica, para que fosse capaz de ver o que estava causando os barulhos assim que o filme fosse revelado. Lá dentro estava escuro como um buraco negro. Ela chegou até a parede de onde o rangido vinha, mas acidentalmente caiu na lacuna entre as duas paredes.
  Estava presa. Sentou-se lá horrorizada e perguntou-se o que deveria fazer, abandonada naquele buraco vazio e escuro. Ela olhava para o nada, até que ouviu um sussurro fraco e rouco vindo de trás de si. Ela mal conseguiu virar a cabeça, mas desejou nunca ter feito isso.
  Apenas ligeiramente capaz de ver o que estava produzindo o barulho estranho, ela pegou sua câmera e apertou o botão do obturador o mais rápido possível antes de congelar de medo. Ela foi encontrada morta duas horas depois. Seu cadáver carbonizado estava terrivelmente mutilado. Havia uma expressão de pavor em seu rosto, preservando o estado em que ela se encontrava pouco antes de morrer.
  Acredita-se que a jovem agonizou por exaustivos 20 minutos. A causa da morte foi encoberta e a única evidência definitiva, a fotografia que ela tirou com sua câmera, não foi revelada para a imprensa.
  Quando a polícia olhou para a imagem, mal conseguiram distinguir um rosto na fotografia. Mas o rosto era claramente não humano. A boca era muito larga, os olhos muito grandes e artificiais e a anatomia facial da criatura estava toda errada. Quando a polícia derrubou a casa da mulher de cima para baixo, absolutamente nada foi encontrado que sugerisse que alguém havia vivido dentro daquelas paredes. O caso foi declarado sem solução.
  Muito tempo depois do colapso da União Soviética e o início da liberdade de imprensa no país, o caso veio a tona novamente. Um parente de Branksnovitsch liderou um inquérito sobre a fotografia e a polícia deu o arquivo para a família. Depois de uma longa espera, seus entes queridos finalmente receberam a foto em mãos. Foi isso o que eles viram:



Traduzido e adaptado de: The Face in the Middle of the Dark
~Rebian

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