sábado, 28 de dezembro de 2013

A Máscara de Látex

  Havia um jovem garoto chamado Melvin, que tinha sempre um sorriso no rosto. Muitas pessoas pensavam que ele era um pouco mal da cabeça. Na escola, ele sempre sofria bullying de seus colegas de classe. Eles achavam que ele era estúpido e adoravam fazer brincadeiras e pegadinhas maldosas com ele.                        

  Apesar de ser o alvo de todas as piadas, Melvin continuava seguindo os outros garotos, na esperança de que algum dia eles pudessem aceitá-lo. Tudo o que ele queria na vida era a amizade deles, mas eles só o rejeitavam e tratavam ele como um imbecil.
  Embora ele sofresse bullying de todas as crianças da classe, o principal era um garoto chamado Tyrell. Ele era especialmente mesquinho com o pequeno garoto, e nunca perdia uma oportunidade de humilhar Melvin na frente de toda a escola. Tyrell muitas vezes socava e chutava Melvin, só por diversão. Às vezes, ele até encorajava outras crianças a bater em Melvin, só para ele poder assistir e rir.
  Sempre que as outras crianças xingavam, zombavam, ridicularizavam ou faziam brincadeiras com ele, Melvin só podia sorrir ou dar uma fraca risada. Ele tentava fingir que não era afetado pelo tratamento desumano que recebia. Como sempre, seu sorriso era uma máscara. Atrás dela, seu coração estava partido.
  Uma noite de Halloween, Tyrell e seus amigos estavam reunidos no centro da cidade. Quando eles avistaram Melvin voltando pra casa depois da escola, Tyrell disse à eles que tinha uma incrível pegadinha para fazerem com o garoto.
  "Só vamos brincar um pouco" disse ele aos amigos. Então, eles correram, agarraram Melvin pelo cangote e o arrastaram para o grupo.
  "Esta noite, nós vamos desenterrar um corpo" Tyrell anunciou. "E você vai nos ajudar".
  "Ah, vamos caras", respondeu Melvin. "Por favor, não brinquem com essas coisas".
  "Não estamos brincando", disse Tyrell. "Lembra do velho Sr. Jefferson que morreu ano passado? Bem, esta noite nós iremos ao cemitério. Vamos desenterrá-lo e deixá-lo na frente da escola para assustar todo mundo. Nós vamos cavar, mas precisamos de alguém para carregar o corpo. Nós escolhemos você".
  "Me dê um descanso, Tyrell" suplicou Melvin. "Você não pode me pedir para fazer algo assim".
  "Eu não estou pedindo, eu estou mandando" disse Tyrell, com uma voz ameaçadora. "Você vai fazer o que for mandado. Esta noite, depois do jantar, você vai nos encontrar dentro do cemitério. Se você não aparecer, vamos te dar a maior surra da sua vida amanhã na escola. Não conte isso a ninguém ou pode se considerar um homem morto".
  Quando a noite caiu, Tyrell se encontrou com seus amigos no cemitério. Eles se reuniram enquanto ele explicava exatamente o que havia planejado. Ele iria se fantasiar de cadáver e se esconder no cemitério, no meio das lápides. Ele abriu sua bolsa e mostrou a fantasia e a máscara de látex que havia trazido consigo.
  "Quando ele chegar aqui, mandem ele para o cemitério e digam para achar a cova do velho Sr. Jefferson. Há uma cova recém-cavada no meio do cemitério. Eu vou estar escondido lá. Quando ele chegar perto o bastante, eu vou agarrá-lo e puxá-lo para a cova comigo. Eu vou deixá-lo tão assustado que ele provavelmente vai ter um ataque cardíaco".
  Os outros garotos acharam que era um grande plano e não conseguiam esconder sua empolgação. Tyrell vestiu sua fantasia e foi ao cemitério, se esconder. Ele desceu para dentro da cova aberta e esperou pacientemente.
  "Essa vai ser a melhor pegadinha de Halloween de todos os tempos!" ele disse a si mesmo enquanto colocava a máscara de látex.
  Meia hora depois, Melvin finalmente chegou e se encontrou com os outros garotos na entrada do cemitério. Ele estava sorrindo, como sempre, mas em seus olhos os garotos podiam ver que ele estava morrendo de medo. Ele tinha as mãos nos bolsos, visivelmente trêmulas. Os outros garotos mandaram ele para dentro do cemitério e disseram para achar a cova.
  Enquanto ele se aprofundava no cemitério, a escuridão parecia ficar mais próxima a ele. A única luz que ele tinha era a da tela do seu celular. Ele o segurou no alto, tentando iluminar seu caminho. Melvin andava no meio das tumbas com os ombros caídos e as mãos trêmulas. Qualquer barulhinho o fazia saltar de medo ou tremer de apreensão.
  Finalmente, ele alcançou o meio do cemitério e chegou à cova recém-cavada. Quando ele cuidadosamente se aproximou da lápide para ler a inscrição, uma mão saiu da cova e o agarrou pelo tornozelo.
  Melvin deixou escapar um choro e, de repente, a mão o puxou para dentro da cova. Melvin caiu no fundo do buraco, tossindo e cuspindo. Limpando a lama dos olhos, ele teve uma horrível visão.
  Havia um cadáver de pé sobre ele. Seu rosto era pálido e enrugado. Seus olhos estavam afundados no crânio quebrado. Melvin debateu-se a seus pés e tirou uma larga faca de seu bolso.
  Tyrell estava horrorizado. "Espere! Espere! Não me esfaqueie!" ele gritou, recuando rapidamente.
  "Por que não?" perguntou Melvin.
  Em pânico, Tyrell caiu para trás e emaranhou-se em sua fantasia.
  Melvin elevou-se sobre ele, brandindo sua faca. A lâmina brilhando à luz do luar.
  "Espere! Você não entende" Tyrell chorou, tirando a máscara de látex desesperadamente. "Sou eu... Tyrell... Nós só estávamos fazendo uma pegadinha com você..."
  Melvin continuou avançando, segurando a faca com força e levantando-a acima de sua cabeça.
  "É você que não entende" disse Melvin. Sua voz de repente estava fria e seu rosto estava contorcido de ódio. "Eu sempre soube que era uma pegadinha..."


Traduzido de: http://www.scaryforkids.com/latex-mask/

~ Rebian

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