sábado, 19 de outubro de 2013

Um crime em Whitechapel

Londres, 1888
Entre duas ruas muito movimentadas de Whitechapel, havia um homem de estatura mediana, de pele clara, que usava um casaco pesado preto e um chapéu longo, este homem se chamava Harvey Doson.

Às seis horas da manha Harvey saiu para trabalhar em uma fabrica de fósforos que ficava á algumas quadras da pensão em que estava instalado. Mas Harvey tinha um segredo mórbido que não foi descoberto graças as infelizes coincidências.

Em seu horário livre, ou seja, durante algumas horas da madrugada ele fazia parte de um grupo de vendedores de órgãos humanos, no mercado negro, muitas vezes ele apenas comprava e revendia mais caro para os que o procuravam, ele raramente matava pessoas para conseguir partes sobressalentes. Às 3 horas da manhã um homem baixo e robusto veio até Harvey, ele tinha uma proposta de irrecusável, ele precisava de praticamente todos os órgãos: rim, apêndice, pâncreas, fígado, coração, e pulmão. Era um absurdo, Harvey jamais poderia ter todos esses órgãos com ele.

Mas o homem não foi muito compreensivo quanto á isso, ele o ameaçou com uma faca e lhe disse que precisava dos órgãos ainda naquela noite, e que ele não tinha escolha, a menos que quisesse que os seus próprios órgãos servissem de mercadoria.

Harvey entrou em desespero, teria ele de matar alguém para suprir as necessidades de um lunático desconhecido, não que matar não fosse comum nesse ramo, ele só não o fazia. Harvey saiu à procura de uma vítima, pensando que seria melhor uma mulher da vida, da qual ninguém sentiria tanta falta, então ele procurou pelas ruas Mitre Square, Berner Street, e finalmente chegou a Dorset Street, em Spitalfields...

Nesta rua, havia um muro com uma janela média que inconveniente estava fechada, e uma pequena janela com uma parte de seu vidro quebrado, e uma cortina carmim á frente. Ele olhou através da fresta da janela quebrada e da cortina e viu uma mulher dormindo, ele nunca a tinha visto na rua, mas pela a aparência das vestes era uma prostituta. A janela não estava trancada, pois não era um costume daquela época, não se trancavam portas nem janelas, já que não se tinha nada á perder. Harvey entrou pela janela que tinha uma altura um tanto quanto baixa, e isso dificultou tudo, ele afastou a cortina, e conseguiu passar o corpo. Dentro do casaco, dentre alguns órgãos estragados, havia uma faca longa de cozinha, um bisturi e um canivete.

Ele tirou uma o bisturi de seu casaco, e começou a cortar a mulher.

Ele não sabia muito bem o que estava fazendo, mas levava consigo um mapa ilustrado do corpo humano, e por isso sabia onde estava cada órgão. A mulher acordou depois de alguns minutos, mas antes que começasse a gritar ele cortou sua garganta, talvez fundo demais, e vendo que tinha espirrado sangue em seu casaco, ele o tirou enquanto a mulher dava seus últimos suspiros de vida. Ele então abriu seu estomago e tirou todos os órgãos para fora, inclusive o intestino grosso que ele pendurou perto da cortina, que estava fechada. Ele separou todas as partes, colocou em uma caixa com gelo, e colocou seu casaco sobre a roupa quase que totalmente ensanguentada, ele saiu pela porta da casa que dava em outra rua, notando que estava quase amanhecendo.

Ele foi para seu posto, um beco escuro em Whitechapel, e o homem misterioso veio ao seu encontro as 6 horas da manhã, perguntando sobre os órgãos que havia pedido, Harvey deu a ele um caixote forrado de plástico e gelo com os órgãos que ele havia pedido, e o homem deu a Harvey 240 penses, o bastante para não trabalhar por alguns anos.

Quando eram 10:30 da manhã o policial da guarda civil Ethan Roverger, iniciava sua ronda matinal nas ruas de Whitechapel, e conveniente mente e enquanto passava por Dorset Street achou algo curioso. Em uma pequena janela com uma cortina carmim, ele pensou ter visto um punhado de chouriço delgado de porco pendurado em um gancho perto da janela. Na verdade, tão perto que o policial pensou em confisca-lo para fins de interesse policial, ele havia visto a linguiça de relance enquanto andava dando uma passada de olho pelas ruas. Então apenas voltou alguns passos para trás e enfiou sua mão pela fresta da janela quebrada.

apalpou o pedaço de carne por alguns segundos e imediatamente o puxou para fora, mas o que ele tinha em mãos era na verdade o intestino grosso de Mary Jane Kelly, uma prostituta que naquela noite havia conseguido dinheiro o bastante para voltar para casa e descansar. O policial enojado, sentiu que seu café da manhã estava voltando, mas mesmo enjoado ele saiu correndo para comunicar o oficial de seu distrito.

O crime foi atribuído á Jack, o Estripador, que agia nas redondezas, e como seus crimes eram demasiadamente parecidos com este não foi aberto um inquérito de investigação.


Em 9 de novembro de 1888, as 10:45 da manhã foi descoberto corpo terrivelmente mutilado de Mary Jane Kelly supostamente nascida na Irlanda em 1863 e morta em uma sexta-feira, foi encontrada deitada na cama do quarto onde ela vivia na Dorset Street, em Spitalfields. A garganta foi cortada até a coluna vertebral, e o abdômen quase esvaziado de seus órgãos. O coração também foi retirado.


Todos os créditos a creepyworldandme




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